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  • Jeff Porciúncula

A janela e o umbigo

Certa vez, atendendo a um jovem empresário, ele me disse, quando sugeri que precisava dialogar com seu pai sobre o empreendimento que pretendia abrir. Afinal, seu pai era meu cliente há anos, e uma pessoa de muito sucesso:

“Eu sou muito bom no que faço, tenho muitas habilidades, competências. Estudei e morei fora do Brasil por quatro anos. Então, em que meu pai, que já está meio ultrapassado, pode me ajudar”?

Sem muito constrangimento, pois seu velho pai havia me dado autorização para lhe dar algumas “palmadas”, eu respondi:

“Como empresário de sucesso, o que propiciou a ele, inclusive, bancar você fora do Brasil todo esse tempo, quem sabe ele possa lhe ensinar a olhar pela janela, e não para o próprio umbigo”.

Como estou no mercado de treinamentos, palestras, consultorias, há duas décadas, já vi muita gente se dar bem na vida, e ajudei muitas delas. Outras, quebraram numa rapidez causticante.

Qual a maior diferença entre elas? Há muitas, como competências, habilidades, entusiasmo, disciplina, motivação. Porém, essas características não são assim tão raras. Hoje, são praticamente vitais para ser bem-sucedido naquilo que nos propusermos a realizar. A maior diferença que observo entre as pessoas bem-sucedidas, de maneira duradoura, das que, às vezes, até fazem um pequeno ou grande sucesso, no entanto, acabam na ruína, é que as primeiras olham pela janela, em vez de ficarem focadas no próprio umbigo.

Olhar pela janela nos dá mais condições de evoluir, de ver possibilidades e oportunidades.

Olhar apenas para o próprio umbigo nos faz paralisar, pois ficamos presos ao nosso ego, àquilo que sabemos ou imaginamos saber. Muitas vezes, é justamente esse “saber” que mais nos destrói, pois pode estar completamente errado, ou já não serve, mesmo que tenha servido no passado.

Olhar pela janela nos faz observar aos outros, seus comportamentos, trejeitos, atitudes e quem sabe até antecipar seus movimentos, para aprender com o máximo de pessoas por meio dessa observação.

Focados em olhar para o próprio umbigo, tudo o que enxergamos é o nosso jeito, nossas ações, e atraídos por essa pseudo sensação de poder, controle, não vemos o óbvio: a arrogância acaba nos cegando para os novos modelos, sejam de comportamentos pessoais, profissionais, para os movimentos do mundo corporativo, que exige um olhar mais amplo, e não apenas um olhar fixo.

Portanto, não permita que a cegueira causada pela arrogância, pelo ego, lhe tire a possibilidade de um olhar mais amplo, aberto. Afinal, quem olha pela janela, enxerga longe, vê o horizonte, e quem olha para o próprio umbigo, além de olhar para baixo, criando problemas graves na vida profissional, pode ter sérios problemas na coluna (risos).

Forte abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre.

Prof. Paulo Sérgio

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PROF. PAULO SÉRGIO

PALESTRANTE  INTERNACIONAL

Sócio-Diretor do

GUARÁ SERVIÇOS DE

CONTABILIDADE

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