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  • Jeff Porciúncula

Você sabe valorizar o que há de bom na sua vida? Dúvido!

Que pergunta “medonha” essa hein?

De fato, a maioria de nós apenas passa pela vida, sem saber aproveitar tudo que nos foi oferecido, sem dar atenção ao verdadeiro significado desta nossa etapa, diante de um plano superior; viver bem!

Mas o que é viver bem? Somos capazes de dar essa resposta? Sabemos, na essência, qual é essa resposta? Penso que não.

Vivemos cada vez mais com menos tempo, embora tenha sido o homem quem o criou, agora vive nas “mãos” do tempo, como escravos de sua própria criação. Não temos tempo para valorizar aquilo que realmente tem valor, como o colo da mãe, do pai, os abraços dos amigos, o beijo do filho, o ar, as boas festas, dentre outras situações bastante valorosas.

Muitos executivos, políticos, deixam de participar ativamente da vida dos filhos, enquanto pequenos, com atitudes simples, como fazer um passeio ao parque, levar o filho a uma lanchonete, bater bola no jardim e não fazem isso com base em argumentos patéticos, como o de “não posso ser visto em público cometendo essas gafes”; vá a m… com isso!

Veja, por exemplo, nas festas de finais de ano, como o Natal, o Ano Novo, quantas vezes somos convidados a viajar à casa de um ente querido, de um irmão, de tios, de um amigo, enfim, de pessoas próximas. Na maioria das vezes relutamos, asseveramos não ter condições financeiras e nos colocamos na posição de vítima, o que é, infelizmente, habitual no ser humano. “Nossa, que pena, se eu tivesse condições eu até iria”. Você nunca replicou isso para algum convite para festas? Eu já.

Note o quanto não sabemos valorizar as boas coisas. Se um amigo nos convida para um jantar na terça, na quarta, na segunda ou que dia for, quase sempre temos uma desculpa e acabamos negando o convite.

Às vezes, momentos importantes na vida das pessoas, dos quais somos convidados a participar, como o casamento, o nascimento de um filho, aniversários, sequer “damos bola” e, logo, encontramos algum álibi para não freqüentar o evento. A quantas formaturas você foi, é claro, quando convidado? Talvez uma ou duas. Mas aposto que, vive dizendo não ter tempo para participar de eventos agradáveis, ou, pelo menos, mesmo não sendo tão agradáveis, ir para valorizar a pessoa que o convidou, que, muitas vezes, está fazendo um esforço tremendo para promover aquela comemoração. E você aí, dizendo não ter tempo, dinheiro ou encontrando alguma desculpa esfarrapada para não participar.

Também, encontramos no trabalho nossas maiores oportunidades de dar desculpas para não participar de festas, de reuniões saudáveis ou de qualquer outro evento. “Vixi rapaz, estou até o pescoço de trabalho” ou “Nossa, logo hoje, estou com muito trabalho”, e assim vai.

E temos a ousadia de dizer que sabemos aproveitar a vida, os momentos, que damos valor ao que realmente tem valor. Mentira! Somos, de fato, mentirosos, e não adianta fazer cara feia, somos isso sim!

O que indigna e o que legitima este texto, é que, se, “Deus nos livre e guarde”, alguma pessoa “querida” falece, opa, aí sim encontramos tempo, dinheiro e fazemos o que for preciso para estar presente, num momento de tristeza, de sofrimento, porque ainda não aprendemos a lidar com a perda de alguém, o que é natural. Do que adianta aparecer no dia da morte da pessoa? Este é o momento importante pra ela? Ficamos cinco, dez, vinte anos sem ver um amigo, um irmão, alguém querido. Não vamos a festas, não vamos para comungar da alegria da Páscoa ou qualquer data sem significado conhecido, apenas especial. Porém, vamos ao velório, nos distorcemos, contorcemos, fazemos empréstimos, mas carregamos a idéia de que nesse momento, da morte, não podemos faltar.

De fato, estou convencido de que não sabemos aproveitar a vida que temos. E de posse dessa convicção, resta-me apenas dizer: “é preciso mudar, é preciso que saibamos apoiar, conviver, participar, enquanto somos convidados a festas”. Não podemos mais procrastinar a visita a alguém que amamos, deixar de passear no parque, gastar um pouco do que ganhamos com alegrias, esforçarmo-nos para aproveitar da alegria da nossa vida e das demais pessoas e não fazermos tudo isso para ir ao enterro delas e, pior, talvez ao nosso enterro “vivo”.

Pense nisso e boas festas!

Professor Paulo Sérgio

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PROF. PAULO SÉRGIO

PALESTRANTE  INTERNACIONAL

Sócio-Diretor do

GUARÁ SERVIÇOS DE

CONTABILIDADE

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